O que é Pelve Congelada

O que é pelve congelada?

A pelve congelada é um tipo grave de endometriose que inclui as formas mais severas de endometriose infiltrativa profunda. 

Ela ocorre quando a fibrose de alta densidade, causada pela endometriose, substitui os tecidos moles da pelve (nervos, ligamentos e músculos) por nódulos fibróticos profundos. 

Os órgãos pélvicos logo se fixam firmemente aos ossos pélvicos, tornando-os imóveis ou “congelados”.

Conheça as causas, sintomas, métodos de diagnóstico e tratamento dessa condição.

Causas da Pelve Congelada

As lesões de endometriose são constituídas por tecidos análogos ao endométrio (tecido que reveste o interior do útero), alojados fora da cavidade uterina. Como resultado, essas aderências experimentam uma mesma resposta às mudanças no estrogênio e na progesterona. 

Em outras palavras, as alterações hormonais que normalmente levam uma mulher a menstruar desencadeiam pequenos sangramentos nesses locais de implantação. Ao contrário da menstruação, o sangue dessas lesões fica preso no revestimento peritoneal.

O sistema imunológico começa a “lutar” para se livrar dessas lesões, resultando numa inflamação celular. 

As aderências então aumentam gradativamente e podem “colar” os órgãos à parede abdominal. Elas também podem construir estruturas semelhantes a teias entre os órgãos, envolvendo-os cada vez mais. 

Quais condições causam pelve congelada?

  • Endometriose;
  • Câncer;
  • Doença inflamatória pélvica;
  • Radioterapia na região pélvica;
  • Cirurgia anterior (especialmente miomectomia).

Quando chega a menstruação, uma paciente com a pelve congelada pode sofrer uma dor intensa que irradia para as pernas, nervos ciáticos e pudendo. Às vezes, a endometriose penetra nos tecidos profundos da parede pélvica, dificultando ou impedindo que as pacientes cruzem as pernas. Algumas pessoas com problemas no cóccix não conseguem se sentar.

Entre outros sintomas, podemos citar:

  • Micção frequente, mesmo à noite;
  • Mudanças significativas nos hábitos intestinais, incluindo constipação com episódios de diarreia;
  • Movimentos intestinais dolorosos;
  • Flatulência e inchaço;
  • Incontinência urinária;
  • Dor durante as relações sexuais.

Diagnóstico

O primeiro passo para diagnosticar uma pelve congelada é um exame pélvico bimanual. O médico procura por um útero que esteja firmemente fixado durante o exame. Nervos e artérias sanguíneas que às vezes estão completamente imóveis na frente e atrás do útero, são sinais de tecidos congelados pela fibrose.

A partir do resultado do exame pélvico, pode ser recomendado realizar uma ultrassonografia endovaginal. O objetivo é confirmar os resultados do exame bimanual e descartar envolvimento uterino ou a presença de endometrioma. 

A avaliação termina com um exame reto-vaginal para procurar nódulos no reto e na parte superior da vagina.

O próximo passo após um exame abrangente é obter uma ressonância magnética da pelve com contraste para determinar a extensão do envolvimento uterino e a condição do rim, dos ureteres e a bexiga.

Tratamento

Devido à complexidade da condição, o tratamento para pelve congelada é cirúrgico.

A cirurgia é realizada usando técnicas minimamente invasivas, também conhecidas como laparoscopia avançada. 

Todo o procedimento é realizado com instrumentos minúsculos que entram por pequenas incisões enquanto a imagem da cirurgia é transmitida para uma tela de vídeo de alta definição. 

Entre em contato com seu médico de confiança e tire todas as dúvidas.

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endometriose,fisioterapia pélvica,pelve congelada

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