Dispareunia: a dor durante a relação sexual

Dispareunia: a dor durante a relação sexual

Dispareunia é o termo utilizado para a dor persistente e recorrente que surge antes, durante ou após a atividade sexual.

Muitas mulheres sofrem com essa condição, porém por ser um tema delicado, a maioria das pacientes opta por não procurar atendimento médico.

A fisioterapia pélvica pode auxiliar no tratamento da dispareunia e trazer qualidade para a vida sexual das mulheres.

Preparamos um conteúdo especial sobre o tema. Confira!

Quais são as causas da dispareunia?

A dispareunia pode ser desencadeada por diferentes fatores, tais como:

Lesão do assoalho pélvico: parto, condições pós-cirúrgicas, doença inflamatória pélvica, endometriose, aderências cicatriciais;

Disfunção musculoesquelética: os músculos do assoalho pélvico tornam-se hiperativos e não relaxam totalmente, mas também podem se contrair quando deveriam estar relaxados;

Fatores psicossociais: estresse, depressão, ansiedade, abuso sexual ou físico.

Como a fisioterapia pélvica pode ajudar?

O objetivo da fisioterapia no tratamento da dispareunia é:

  • Diminuir a dor vaginal reduzindo a musculatura hiperativa do assoalho pélvico;
  • Melhorar a consciência corporal da paciente e a capacidade de controlar esses músculos;
  • Melhorar a elasticidade dos tecidos vaginais;
  • Ensinar técnicas apropriadas para penetração;

As intervenções de fisioterapia para tratar a dispareunia são:

Educação: ajudar a descrever o papel da musculatura do assoalho pélvico no ciclo da dor e fornecer técnicas que podem ser usadas no ambiente doméstico.

Terapia manual: para mobilizar músculos e tecidos moles, normalizar músculos hiperativos, melhorar a circulação e dessensibilizar áreas.

Exercício: com foco no relaxamento através do assoalho pélvico.

Biofeedback e estimulação elétrica: auxilia na redução de músculos hiperativos.

O que você pode fazer em casa?

Evite contrações repetitivas dos músculos do assoalho pélvico, como exercícios de Kegel. ao fazê-los, você está apenas causando aumento da tensão muscular, resultando em potencial aumento nas dores.

Os exercícios recomendados devem se concentrar no relaxamento dos músculos do assoalho pélvico com respiração diafragmática e imaginação. 

Uma boa posição para começar é sentada com os pés apoiados no chão. 

Traga a consciência para onde seus ísquios estão e, em seguida, respire fundo, imagine os ísquios se afastando um do outro, ao expirar, sinta o deslizamento suave dos ísquios movendo-se para dentro sem realizar uma contração.

Tags:

saúde feminina

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